Na Argentina, as crianças recebem seu primeiro celular aos 9 anos de idade, sendo esta a idade mais jovem dos países da América Latina. Diante de sua tela, os pequenos podem passar mais de seis horas. Conhecer os riscos de estar sempre conectado e como evitar maus momentos é primordial, segundo algumas sugestões oferecidas por especialista.

Segundo o relatório “2020 digital “do ‘We are Social ‘e a ‘Hootsuite’, o número de usuários de Internet no mundo atinge 4.54 bilhões, o que significa que 59% da população mundial é usuária de Internet.

No caso da América Latina, os dados de janeiro de 2019 do Statista Research Department mostram que o Brasil é o país latinoamericano com o maior número de usuários de internet, com um total de 150.4 milhões de brasileiros utilizando a internet. O México está em segundo lugar na região, com 89 milhões de usuários online, seguido da Argentina, Colômbia e Peru. Enquanto isso, o Chile fica mais atrás, com 15.6 milhões de usuários.

Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), os jovens ocupam em média um pouco mais de 130 minutos semanais na internet, enquanto no Chile este número sobe para quase 200 . Já na Argentina, segundo um estudo da Unicef, os menores utilizam seus celulares durante mais de quatro horas diárias .

No contexto atual, com famílias de quarentena e crianças em casa, “provavelmente este número de horas seja maior, o que significa um risco maior para os menores”, comenta Pablo Dubois, Gerente de Produtos de Segurança da CenturyLink para a América Latina. “O risco acontece principalmente porque um menor pode ignorar quem está do outro lado da rede social com a qual ele está interagindo, assim como pode acontecer com qualquer plataforma de jogos online que ele possa estar usando”.

Segundo um relatório da ‘Hootsuite’ sobre o comportamento digital dos usuários durante a crise do Covid-19 , os usuários indicam que aumentaram o tempo dedicado a jogar videogames (22%), assim como consumir conteúdo de vídeo e usar redes sociais, com uma alta de 33% durante a crise do coronavírus.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Fundo da ONU para a Infância em 30 países e com mais de 170 mil estudantes, um em cada três jovens já foi vítima de assédio cibernético e um em cada cinco já teve que faltar à escola por este motivo .

Segundo a “Radiografia Digital 2019” , um estudo da Subsecretaria de Telecomunicações do Chile (Subtel), 7% dizem ter sido vítimas de bullying nas redes sociais, 38% encontraram conteúdo inadequado, falso ou grosseiro nas redes sociais, 20% viram conteúdo impróprio ou violento nas redes sociais, 28% viram como o ciberbullying é praticado contra outros, 35% disseram ter ficado sem tempo para e outras atividades por passarem muito tempo conectados e 28% temem encontrar-se com pessoas que os agridam ou molestem.

A pesquisa mostra que as principais atividades das crianças e jovens na Internet é jogar (49%), assistir vídeos (47%), assistir filmes ou séries (40%), usar redes sociais (33%) e escutar música (32%). Enquanto isso, 54% foram reportados como tendo jogado online com desconhecidos, um dado importante, pois corriam o risco de dar informações sensíveis sobre si mesmos ou suas famílias ou serem vítimas de algum crime.

Diante deste panorama, Dubois recomenda:

  • Usar ferramentas, como controle parental.
  • Criar para as crianças contas de acesso aos aplicativos com suas idades verdadeiras, já que costumam ter mais restrições e controles próprios de cada plataforma, supervisionadas pelos pais.
  • Controlar as horas de uso dos dispositivos móveis, computador e consoles de jogos.
  • Explicar aos menores os riscos envolvidos nas redes sociais, em baixar jogos de qualquer site na web e entregar dados pessoais a pessoas desconhecidas ou através dos Apps.
  • Supervisionar os menores enquanto estiverem conectados.
Pablo Dubois

Autor:
Pablo Dubois
Regional Security Product Manager – CanturyLink LATAM

Disponible en Español (Espanhol)