Apesar de o conceito de transformação digital ser tema de debate nas principais empresas há anos, o ritmo da mudança se acelerou exponencialmente e a transformação deixou de ser uma opção.

A esta altura, são cada vez mais as vozes que concordam sobre a necessidade que as grandes empresas têm, sem importar a indústria, de adotar estratégias de transformação digital para continuar sendo relevantes.  De acordo com especialistas, estamos entrando em uma era completamente disruptiva, a qual muitos consideram como a “4a Revolução Industrial”, pela profundidade e abrangência das mudanças.  Apesar disto, até pouco tempo atrás os grandes líderes empresariais olhavam este fenômeno com certo ceticismo. Em seguida, entenderam que deveriam unir-se e desenvolver seus próprios projetos, de forma a não dar vantagens a seus concorrentes.

Além disto, devido à rapidez com que a tecnologia evolui, o ritmo de adaptação e transformação deve se acelerar cada vez mais e é por este motivo que já se começa a falar de “transformação exponencial, ao invés de “transformação digital”: um conceito que foca não só na adaptação digital que as empresas devem realizar, como também na velocidade com que devem transformar a si mesmas, levando em conta que a velocidade da revolução tecnológica se multiplicou nos últimos anos. 

Surge aqui, então, um dos principais desafios enfrentados pelos líderes empresariais: muitas organizações, ao perceber o risco e a necessidade de mudança, geram seus próprios anticorpos contra a inovação – uma espécie de resistência silenciosa a modificar a forma através da qual se trabalha, a transformar processos, adotar novas metodologias de trabalho, mais ágeis e colaborativas e a compartilhar projetos entre diferentes departamentos.  Apesar da abundância de dados e da multiplicidade de opções para otimizar recursos e processos, muitas empresas enfrentam dificuldades para superar a barreira da resistência cultural.  Este é um mecanismo de defesa que surge espontaneamente como resposta ao temor que a mudança gera.

Por isto, nós que fazemos parte da indústria de TI e assessoramos as empresas para que gerem estratégias ideais de transformação digital, estamos convencidos de que o fator cultural é um pilar que deve ser abordado desde o primeiro instante e para o qual se deve dedicar uma atenção igual à que se dá ao investimento tecnológico.  Para termos sucesso nessa abordagem, é fundamental o compromisso e a visão da equipe de direção da empresa, o conhecimento dos especialistas e a colaboração dos líderes, que juntos tornarão possível a mudança nas metodologias de trabalho para implementar com sucesso os mais variados projetos de transformação digital.

 

Luis Piccolo

Vice-presidente de Vendas, Cluster Sul 

CenturyLink, América Latina

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